MULHERES QUE TRABALHAM DEMAIS

Em breve iremo comemorar o Dia Internacional da Igualdade Feminina e estive pensando o quanto avançamos: antigamente nós mulheres não tinhamos o direito de votar e hoje temos uma “PRESIDENTA” da República. Por outro lado, ganhamos dupla jornada de trabalho e nos afastamos do lar. A palavra LAR nos remete a carinho, aconchego, família, segurança, ou seja, atributos bastante femininos e que hoje, por conta do trabalho e das contas a pagar, acabamos por deles nos afastar, nos tornando distantes de nossa essência verdadeira.

Esse afastamento da mulher em relação à natureza, à casa, aos ciclos e ritmos do feminino torna as mulheres profundamente infelizes. Vejo muitas mulheres chorando por não terem tempo de cuidar da casa, dos filhos e delas mesmas. Vivem como máquinas, robôs e quando chegam em casa não encontram ninguém esperando com um prato quente de comida, pelo contrário, a família toda está lá esperando que ela faça as compras e prepare a janta.

É fácil perceber o quanto as mulheres estão cansadas, desprovidas de vitalidade e desconectadas do feminino e de sua sabedoria ancestral. Aquelas que são mães se ressentem de não terem ajuda ou mesmo de não sobrar tempo para estar próximas dos filhos.

Enfim, a infelicidade vem porque sobra muito pouco tempo livre para criar, pintar, bordar, sonhar, inventar receitas, descansar, se cuidar, se olhar, contar histórias para os filhos, namorar com o marido…Eu realmente ainda não sei qual foi o grande ganho que as mulheres tiveram ao ingressarem no mercado de trabalho de forma agressiva e competitiva, pois não as vejo felizes. Muitas sofrem de depressão e doenças psicossomáticas.

Por outro lado, observo muitas crianças estudando em período integral, passando todo o dia longe da mãe e do lar em nome de viagens a Disney no fim do ano. Muitas mulheres trabalham demais, não se dando conta de seus limites em nome de usufruirem de bolsas e sapatos caros ditados pela moda. O consumismo desenfreado dos nossos dias, definido por uma mídia tirana, extermina nossa liberdade, nossa expressão, nossos contatos humanos e nossa feminilidade.

A verdadeira igualdade feminina virá no dia em que homens e mulheres concluirem que ambos jamais serão iguais, pois foram criados para serem complementares. Que as mulheres exijam todos os seus direitos mas que não se esqueçam de que são mulheres e não “homens de saia”.

Namastê!

POR CARLA LINDOLFO – editado em agosto/2011

Escrito por

Psicoterapeuta Junguiana pós-graduada pela FACIS e IJEP e Expertisse em Terapia Floral de Bach.

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